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É possível empreender e manter o emprego?

Empreender exige amor, paciência e persistência. É um cansaço sem fim misturado com a alegria de ver um cliente satisfeito. É ser chefe e empregada. Empreender é trabalhar 24 horas por dia, porque dorme e acorda a pensar no seu negócio.

Ter um negócio não é uma tarefa fácil. Porém, para alguns empreendedores, essa jornada exige ainda mais disposição – isso porque eles decidiram conciliar o negócio próprio com um trabalho por conta de outrem, ao menos por um tempo.

Antes de começar, defina algumas metas a longo prazo: o que deseja alcançar em um mês, em seis meses, em um ano, em três anos? Como seria a sua vida ideal se não tivesse limites?

Sei que parece ser muito difícil começar e tirar as ideias do papel. O medo, a inexperiência e a falta de conhecimento podem estar a assombrá-la, mas eu tenho um segredo para lhe contar. Não precisa saber fazer tudo, e ainda mais, nunca será capaz de fazer tudo porque é humanamente impossível. Para começar a sua marca não precisa ter tudo ao mesmo tempo: máquinas, saber costurar, escritório… Comece aos poucos, com o que tem.

Comece por um plano de ação. Precisa ter muito bem definido o que quer.

Se é uma pessoa mais da parte criativa, perfeito! O resto que não gosta tanto de fazer ou demora mais tempo a fazer, tudo isso poderá terceirizar. Tem sempre é que estabelecer metas claras.

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Deixamos-lhe aqui 4 dicas que a podem ajudar a dar o salto e começar a empreender por conta própria:

1. Avalie se isso é para SI

Quando concilia trabalho fixo e negócio próprio, é normal que trabalhe mais do que os seus conhecidos e, no curto prazo, fique com menos dinheiro no bolso.

Por isso, é preciso saber se está disposta a optar por uma dupla jornada. Muitas vezes tem que trabalhar nos feriados ou até tarde.

Esteja bem ciente de que trabalhar por conta própria não é tão fácil quanto pensam. Eu trabalho muito mais agora, por exemplo. Mas, mesmo a vida sendo mais corrida, eu estou mais feliz.

2. Conheça qual o tipo do seu negócio e se é apaixonada por ele

É possível ser funcionária e dona de uma empresa ao mesmo tempo? Isso depende do objetivo do seu empreendimento. Há negócios que são feitos para serem escalados, enquanto outros são apenas para obter um dinheiro extra. Convém olhar para o timing do mercado em que sua empresa irá atuar. Isso é fundamental para saber se pode avançar o negócio com mais calma ou não.

Para isso, faça um balanço de suas habilidades. Listar as suas habilidades adquiridas durante as suas experiências profissionais e pessoais anteriores também é um excelente ponto de partida.

Manter emprego e negócio próprio já é difícil. Mas pior ainda é quando não há interesse real pelo negócio. Não é aconselhado investir num negócio só porque conhece alguém que se deu bem.

3. Tenha organização

Organização é a palavra-chave na hora de ter uma dupla jornada. Ter uma agenda para anotar tudo: desde pequenos recados até ao planeamento dos próximos tempos. Assim, não tem como se esquecer!

4. Não deixe de se dedicar ao emprego

A organização do tempo não é importante só para reduzir o seu stress, mas também para manter a produtividade durante a dupla jornada.

Fazer atividades da sua empresa durante as horas de trabalho como funcionário prejudica a produtividade e é uma desonestidade com o seu empregador. Convém ter foco no que fazemos. Se estamos no horário laboral, pensamos no que temos a fazer no nosso trabalho e focamo-nos nisso. Depois do nosso trabalho, então focamo-nos no nosso projeto/empresa. Temos que tentar não misturar. Antes de deixar o seu emprego, tem que ter a resposta a esta questão: o projeto tem o potencial de gerar rotatividade suficiente?

Para isso, existe apenas uma prioridade (que a maioria dos novos empreendedores evita com cuidado): VENDER. O objetivo não é descobrir se a ideia é popular. É se o seu objetivo estaria disposto a pagar para obter a sua solução, seja um produto ou um serviço!

Eu sei que há alturas em que parece ser muito difícil começar e tirar as ideias do papel. Mas, não há nada como começar! Não tem que ser perfeito!

Empreender é vida ❤

Escrito por Catarina Cordeiro

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Organização é autocuidado: 10 formas para começar a cuidar de si

Cuidar do nosso bem estar é essencial para uma vida mais organizada e saudável. Quando estamos bem, conseguimos fazer as coisas com mais entusiasmo, cuidamos melhor dos outros e cuidamos melhor da nossa casa.

Precisamos de ficar atentas, pois se deixarmos, passamos o dia a correr de um lado para o outro, a cuidar de tudo e de todos e esquecemos de cuidar de nós mesmas.

Praticar o autocuidado exige dedicação e força de vontade. Cuidar de si vai muito além dos hábitos de higiene, cuidar da pele, do cabelo, de fazer uma massagem deliciosa, de se alimentar, de se vestir. Trata-se de cuidar de si, do sono, da alimentação, de escolher uma atividade física que lhe dê mais prazer e também cuidar do ambiente em que vive.

É essencial para vivermos com mais valor e significado, com uma vida equilibrada, com mais qualidade, com um lar tranquilo e harmonioso, para simplesmente nos sentirmos bem.

Organizar também é um autocuidado!

Colocar o nosso bem estar em primeiro lugar, fazer algo diariamente que nos dê satisfação, estar mais conectadas com o que realmente queremos, fortalece-nos.

Estar bem é o primeiro passo para ter uma rotina mais organizada, pequenas mudanças, como por exemplo manter o seu roupeiro organizado, o seu frigorífico em ordem ou os seus dias planeados, já irá fazer uma grande diferença.

Também pode aproveitar um espaço da casa para criar uma área para si, um local para chamar de seu, onde possa relaxar, se conectar com o que realmente importa, ler um livro ou simplesmente descansar. 

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Cada vez mais a nossa casa é o nosso refúgio, o lugar onde nos devemos sentir confortáveis, felizes, tranquilas e agradecidas.

Numa casa mais organizada, há mais tempo para planear e mais espaço para preparar refeições mais saudáveis, além de poder relaxar e comer bem e mais devagar.

Criar novos hábitos que facilitem o seu dia a dia é essencial para ter uma rotina organizada.

O autocuidado precisa de ser algo planeado, deixar de ir resolvendo coisas e andar a apagar incêndios a toda a hora e tão pouco deixar a vida levar-nos. Nós temos o controlo e sim, precisamos de decidir sobre o que vamos fazer hoje, amanhã e também daqui a pouco. O objetivo é ganhar qualidade de vida, agilidade e mais leveza para a sua vida.

Encontre o seu próprio ritmo, algo que faça sentido com a sua rotina, com o dia a dia da sua família.

Para a ajudar, partilhamos algumas formas de como pode começar a cuidar de si, indo muito além dos cremes para a pele e para o cabelo:

1.Escute o seu corpo;

2.Comece a meditar;

3.Pare alguns minutos e descanse;

4.Faça uma atividade ao ar livre;

5.Separe um tempo para si;

6.Escreva, escreva de forma livre, esvazie a sua mente;

7.Defina as suas prioridades;

8.Comprometa-se a fazer pelo menos uma das suas prioridades diariamente;

9.Não exija tanto de si mesma;

10.Permita-se!

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Estas são só algumas formas de cuidar de si. Conte-nos o que costuma fazer para cuidar de si.

Artigo escrito por Patrícia Rothstein, idealizadora da Duoo

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7 princípios a aplicar para ser mais produtiva

Depois dos filhos é que as coisas se complicam… E é para cuidar das mães e ajudá-las a descomplicar as suas vidas que aqui estou. É o que costumo dizer quando me perguntam porque escolhi Maternidade Descomplicada para nome do meu negócio.

Antes de sermos mães, todo o tempo fora do trabalho é nosso e geri-lo conforme nos é mais vantajoso não é um problema. Podemos simplesmente saltar uma refeição, ou trabalhar até às 3h da manhã, mas as coisas ficam feitas.

Após a maternidade, é preciso sermos organizadas para sermos produtivas. É necessário aprender a gerir o nosso tempo e corresponder a todas as solicitações que surgem, especialmente aquelas que não dependem de nós, sem que para isso deixemos de existir nas nossas agendas.

Para isso, reuni 7 princípios que a vão ajudar a ser mais produtiva:

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  1. Esqueça tentativas de perfeição, isso não existe.

Avalie em cada situação o resultado com que se sentirá satisfeita e não “navegue na maionese”, como se costuma dizer… O nosso melhor trabalho é aquele que conseguimos fazer, não aquele que passamos meses a planear e que nunca está suficientemente bem. Por isso, deixe de lado as expectativas de perfeição e foque-se em fazer um bom trabalho.

  • Respeite o que está a fazer.

Se está a trabalhar, está a trabalhar. Não está a limpar, a arrumar ou trocar mensagens e a ver receitas para o jantar. Cada vez que nos distraímos o nosso cérebro demora cerca de 20 minutos a retomar a concentração na tarefa que estávamos a fazer. Por isso, embora trabalhe muitas vezes a partir de casa, só me permito “fazer tarefas da casa” antes ou depois de um período de trabalho. Uso a hora do almoço para estender roupa, ou descongelar o jantar. Fora isso, se é para focar, é a sério!

  • Aprenda continuamente sobre gestão de tempo.

Há inúmeros livros e profissionais que gosto de seguir. O Christian Barbosa é o meu preferido, porque é muito terra-a-terra. Faz regularmente estudos e baseia-se em estatísticas para as suas conclusões, mas também recomendo Brian Tracy, a Thais Godinho e a Gabriela Brasil.

Pode ler aqui um artigo que explica de forma simples, o que é a gestão do tempo. Pode ler um livro maravilhoso que recomendo sempre nos meus workshops que se chama Seja dona do seu tempo, que se foca essencialmente na gestão e produtividade para um público feminino. Reúne informação excelente sobre ferramentas, planeamento do tempo e combate à procrastinação.

  • Trabalhe num espaço organizado.

O resto da casa até pode estar um caos (eu nunca disse isto!) mas o seu espaço de trabalho, a sua secretária tem que a inspirar a ser produtiva. Por isso investa nisso. Não precisa de ser nada fancy ou complexo. Eu gosto de criar um ambiente que me permita trabalhar sem me desconcentrar. Tenho um difusor com o meu óleo essencial preferido, garrafa com água na secretária, uma taça com snacks saudáveis e o material que vou precisar. Se preciso de foco máximo até coloco uma playlist de concentração no spotify.

  • Estruture uma rotina de trabalho

A que horas vai começar a trabalhar? Como vão ser organizados os seus blocos de tempo? Em que momentos vai verificar as suas redes sociais? Estas questões são algumas das que deve colocar ao estruturar a sua rotina. Porque as rotinas facilitam muito. Vão ajudar a não esquecer coisas que são importantes, vão impedir que perca tempo com coisas que não interessam. Não salte esta parte porque vai facilitar ir ao encontro das suas prioridades em primeiro lugar e é isso que gera trabalho produtivo.

  • Não tenha medo de experimentar até encontrar o que funciona para si.

Todos somos diferentes. Alguns trabalham melhor em silêncio, outros não se incomodam com barulho. Pode senti que o seu pico produtivo é logo pela manhã e talvez seja útil trabalhar antes dos seus filhos acordarem. Ou pode ser uma night owl e trabalhar melhor quando todos vão dormir. Não há receitas mágicas, nem one size fits all. Tem que encontrar o que funciona para si e isso só vai acontecer aprendendo, errando e testando novamente.

  • Peça ajuda. Delegue, aceite.

Este é o mais difícil (eu sei disso), mas é necessário. Conciliar vida profissional, casa e vida pessoal não é fácil. Como eu costumo dizer, não há um equilíbrio permanente. Há um equilíbrio desequilibrado. Um dia está mais presente para a sua família, outro precisa de priorizar o trabalho. Acho que no final de contas o que mais importa é estar verdadeiramente presente quando está a fazer cada uma das coisas.

Para que isso aconteça existirão momentos em que tem que contar com ajuda externa, seja de um parente, de uma babysitter ou através de uma comunicação e articulação melhor com o seu marido. E não há nada de mal nisso.

Qual destes princípios a cativou mais? Já colocou alguma destas estratégias de produtividade em prática? Conte-nos comentários ou partilhe connosco no instagram.

Escrito por Diana Silva

Alguns links que podem ser úteis:

Website da Maternidade Descomplicada

Como criar um ambiente para trabalhar em casa

Como me organizo com ARC

Como arranjar tempo para ler depois dos filhos

Biblioteca digital com recursos gratuitos para te organizares

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O mundo muda com o nosso exemplo

A mudança, que tem tanto de consensual, como de controverso, é algo que sempre me inquietou.

E quando falamos de mudança, no nosso Português, vemos que somos um povo de mudanças. O ímpeto dos descobridores é um ímpeto de mudanças!

Camões “(..)muda-se o SER, MUDA-SE A CONFIANÇA, todo o MUNDO é composto de MUDANÇA”.

Com o passar dos dias vamo-nos habituando às rotinas, às tarefas e até ao cansaço. Mas com a tão falada “quarentena” houve tempo extra para analisar, refletir e sentir se estamos alinhados e felizes com a vida que temos.

E se muitos verificaram que sim, outros sentiram estar aquém daquilo que tinham idealizado ou sonhado.

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O que mudou depois da quarentena?

Constatar que a correria dos dias não se compadece com os valores pessoais, querer alinhar comportamentos com os valores que consideramos pilares, sair do modo de piloto automático, onde já agimos sem pensar, e viver alinhados com o que acreditamos, foram o mote para a minha mudança, e para o que hoje mais gosto de fazer: partilhá-la e falar sobre ela.

Tudo na vida é uma questão de escolha. Optar pela ação ou pela passividade será sempre uma escolha. E está TUDO BEM.

Quando somos crianças temos muitos sonhos e nada parece impossível mas, à medida que crescemos, a sociedade consegue modelar a nossa mente e inserir pensamentos cristalizados, que dissipam os sonhos. Atestam que a dificuldade é uma realidade, e a impossibilidade de concretização de alguns objetivos impõe-nos o “normal” e rotineiro.

E os sonhos?

Pode parecer que os nossos sonhos ficam esquecidos, mas não é verdade. Eles permanecem ativos dentro de nós e acompanham toda a nossa vida. Não necessariamente o sonho de “ser futebolista ou astronauta”, mas o sonho de “ ser mais ”, “fazer mais ”, “ alcançar mais”.

Lembro-me que sempre tive vontade de criar, de fazer coisas novas, de questionar. Mas o meu contexto fez-me “acomodar” e aceitar que aquela que seria a minha “diferença”, seria algo que eu devia esconder e (obrigar-me) a ignorar.

As peripécias da vida e a necessidade de perceber o porquê de cada situação angustiante, a sensação de vazio e a quantidade de questões não respondidas, a impermanência e a vontade latente de criar, vibravam e explodiam dentro de mim, e eu insistia em aceitar que tinha de pensar e ser como os demais. Pior que isso, a forçar-me a ser como os demais.

Mais desafios, mais “desastres”, mais desilusões até que decidi (aos poucos) assumir quem SOU, o que me faz bem, o que me faz mal, o que gosto, o que não gosto, o que quero e o que deixo de querer.

E depois?

Depois, (aos poucos) tudo à minha volta mudou. SIM, o mundo que me rodeia MUDOU!

Sabem a pedra que atiramos ao rio e desenha aqueles anéis que se expandem? Foi exatamente isso que senti!

Reparem: a minha mudança não foi forçada. E mais que uma mudança foi um desejo enorme de aceitar e SER quem SOU, sem medos, sem julgamentos e sem SES!

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Mas afinal, como acha que mudou o MUNDO?

Porque quando nos alinhamos com quem somos (com as coisas boas e menos boas), vibramos uma autenticidade que eu sinto como uma luz. E esta autenticidade é inspiradora e gera aqueles anéis iguais aos da pedra quando cai na água.

Pensem no seguinte: quando entramos em casa angustiadas, tristes, cansadas, como ficam os que nos rodeiam?

Agora vamos pensar ao contrário: e se, antes de entrarmos em casa ou antes de irmos para o trabalho, deixarmos à porta o que mais nos incomoda, e pensarmos em quem somos e no que queremos?

Alinharmo-nos com a nossa essência e com o impacto que queremos deixar a quem nos rodeia, é alinharmo-nos com a nossa missão.

Trazer esta clareza para os nossos dias é o primeiro pilar para a mudança que queremos implementar.

Desafio-vos a fazer isso hoje: Respirem fundo, pensem: “QUEM É QUE EU QUERO SER HOJE?”

(se quiserem escrevam)

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Vou dar-vos o meu exemplo: eu hoje quero sentir o bem-estar que me traz o exercício físico, a alegria e a boa disposição que me proporciona, e assim influenciar mais pessoas a terem um estilo de vida saudável e feliz!

Já repararam que se eu provocar alguma mudança na vida de uma pessoa que seja, já estou a gerar mudança? Essa pessoa vai ficar melhor, a família dela vai sentir isso, e sucessivamente o MUNDO melhora! (com o NOSSO exemplo)

Vibre coisas boas. O mundo precisa que vibremos em alta!

Artigo escrito por Cláudia Oliveira e Silva