maternidade_Aventura

uma aventura chamada maternidade

Estou aqui para vos falar sobre Maternidade… E perguntam vocês, qual é o meu “Currículo” na área? Bem, sou uma mãe de primeira viagem, que teve uma gravidez planeada e desejada, e fez o acompanhamento requerido através de cursos e leituras pré-parto.
No entanto, o maior ensinamento que esta experiência me trouxe é que nada nos prepara realmente para a Maternidade; o tanto que ela tem de conhecimento complementa-se com algo de instinto e maioritariamente de amor e dedicação. Porque a aventura (sim, o melhor nome para tudo o que ela nos proporciona é sem dúvida, aventura) da Maternidade não começa ao fim de nove meses quando o nosso filho/a nasce…inicia-se no momento em que aparece a tal risquinha azul e o teste de gravidez dá positivo.
E instala-se então um misto triangular de alegria, pânico e incerteza: Alegria, porque o nascimento de uma criança (sobretudo desejada) traz-nos uma condensação de momentos especiais e felizes; pânico, pela responsabilidade que implica trazer ao mundo e ser a principal referência de um ser humano em constante desenvolvimento; e incerteza, porque na gravidez não existem receitas mágicas nem fórmulas infalíveis.

Durante esses nove meses de gestação, existem inúmeros momentos de avaliação da nossa condição e do bebé que podem condicionar a forma como vivemos esta etapa tão importante. E desengane-se quem pense o contrário, porque mesmo nesta fase pré-parto, a prioridade na nossa mente passa a ser aquele ser pequenino que mesmo do tamanho de uma semente, tem a capacidade de mudar a nossa forma de comer, trabalhar e até dormir… Porque somos mulheres, protetoras, responsáveis e sim, já mães. Porque mesmo aqui, começamo-nos a familiarizar (ainda mais do que ao longo dos variados momentos da vida) com os conceitos de responsabilidade, protecção e culpa… oh, sim, a culpa! A nossa fiel companheira de inseguranças e incertezas, sobretudo num primeiro filho. Mas isso, será matéria para outra ocasião.

Por tudo isto, defendo que a gravidez é o grande e verdadeiro estágio para o resto das nossas vidas e aquele bebé, o grande foco do nosso mundo. Porque até ele nascer, ele existe, vive e desenvolve-se através de nós. Tudo o que fizermos, direta ou indiretamente, reflete-se em alguma sensação ou alteração nele. E como o seremos para sempre na vida, aqui também teremos de ser um espelho do melhor que lhe queremos proporcionar. Porque não há maior responsabilidade ou sim, maior recompensa que esta… SER MÃE!

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